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Você está preparado para a instrumentação cirúrgica?

INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA
INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA

A instrumentação cirúrgica tem se tornado um dos temas mais discutidos dentro da odontologia nos últimos anos. Isso acontece porque, à medida que os procedimentos evoluem, também cresce a necessidade de equipes mais preparadas, organizadas e alinhadas com protocolos rigorosos de segurança. No entanto, nem sempre essa preparação acompanha a rotina acelerada das clínicas.

Por muito tempo, acreditou-se que a instrumentação cirúrgica era apenas uma função de apoio. Entretanto, na prática, ela envolve muito mais do que passar instrumentos. Hoje, instrumentar exige conhecimento técnico, visão de processo e compreensão clara do papel que cada profissional ocupa dentro da equipe.

Além disso, o aumento das cirurgias orais menores, dos procedimentos de implantes e das intervenções que exigem maior controle de biossegurança fez com que a instrumentação cirúrgica deixasse de ser opcional. Ou seja, ela passou a ser parte central da qualidade do atendimento odontológico.

Instrumentação cirúrgica vai além da técnica manual

Antes de tudo, é importante entender que instrumentação cirúrgica não se resume ao momento da cirurgia. Pelo contrário, ela começa muito antes, na organização do ambiente, na montagem correta da mesa e no preparo do instrumental. Da mesma forma, continua após o procedimento, com o processamento, a esterilização e o descarte adequados dos materiais.

Nesse sentido, o profissional que domina a instrumentação cirúrgica consegue antecipar etapas, reduzir interrupções e contribuir para um fluxo cirúrgico mais seguro. Consequentemente, o cirurgião-dentista trabalha com mais tranquilidade e o paciente percebe um atendimento mais organizado e confiável.

Além disso, quando há domínio dos tempos cirúrgicos — diérese, hemostasia, exérese e síntese — o trabalho se torna mais fluido. Portanto, conhecer os instrumentos, suas funções e o momento certo de utilizá-los não é um detalhe, mas sim um requisito fundamental.

A relação direta entre biossegurança e instrumentação cirúrgica

Outro ponto que merece atenção é a biossegurança. Atualmente, não é possível falar em instrumentação cirúrgica sem considerar protocolos de assepsia, antissepsia, desinfecção e esterilização. Afinal, qualquer falha nesse processo pode comprometer não apenas o procedimento, mas também a saúde da equipe e do paciente.

Por isso, a instrumentação cirúrgica exige que o Auxiliar de Saúde Bucal- ASB e o Técnico em Saúde Bucal-TSB tenham domínio sobre o fluxo correto de limpeza do instrumental, empacotamento, uso da autoclave e validação do processo de esterilização. Além disso, o uso adequado de EPIs e o descarte correto dos resíduos fazem parte dessa responsabilidade.

Dessa forma, a instrumentação deixa de ser apenas operacional e passa a ser uma função estratégica dentro da clínica.

O novo posicionamento do ASB e do TSB

Com a evolução da odontologia, o papel do ASB e do TSB também mudou. Hoje, esses profissionais participam ativamente do ambiente cirúrgico, seja em clínicas, seja em contextos mais complexos, inclusive o contexto hospitalar. Assim, quem domina a instrumentação cirúrgica tende a assumir uma postura mais segura, organizada e confiante.

Além disso, profissionais preparados são facilmente reconhecidos pela equipe. Isso porque eles reduzem riscos, evitam improvisos e mantêm a rotina funcionando mesmo em situações de maior pressão. Como resultado, tornam-se referências dentro do local onde atuam.

Um convite à reflexão profissional

Diante de tudo isso, vale a reflexão: o quanto você se sente realmente preparado para a instrumentação cirúrgica hoje?
Entender essa resposta é um passo importante para acompanhar as transformações da profissão e crescer de forma consistente.

A instrumentação cirúrgica não é apenas uma habilidade técnica. Na verdade, ela representa organização, segurança e maturidade profissional. E, cada vez mais, é esse conjunto que define quem está pronto para os desafios atuais da odontologia.

Aprofundar-se nesse tema é, acima de tudo, uma decisão de evolução profissional!

Sobre a autora

Dra. Christiane Alves Ferreira
Cirurgiã-dentista formada pela PUC-MG, especialista e mestre em Saúde Coletiva, doutora e pós-doutora em Ciências da Saúde pela UNIFESP-SP. Pesquisadora e educadora com ampla experiência em ensino técnico e superior, é autora de artigos científicos e capítulos de livros na área da saúde. Atualmente, é diretora da Estação Ensino, escola referência em Saúde Bucal, Prótese Dentária, Estética e Enfermagem, dedicada à formação de profissionais éticos, capacitados e preparados para o mercado da saúde.

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Referências bibliográficas

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